Terça-feira

3ª epístola aos hereges .a metáfora

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que pertinácia a de José!

insistia ,teimosa mente ,em chamar a si os louros de cantos inusitados .com a sua mochila às costas ,ia percorrendo as veredas da escrita ,sem olhar aos meios que justificariam os fins a que se propunha .todavia ,nem ele mesmo ousava esconder o pacto que havia celebrado com o demo .este granjear.lhe.ia ,a qualquer custo ,a fama que ansiava .ele comprometer.se.ia a colocar máscaras sobre máscaras ,numa pantomima endiabrada .de quando em vez ,ao enveredar por um atalho ,menos conhecido ,escorregava ,esfolava um joelho ,mas levantava.se presto ,e ,com o seu próprio cuspo ,limpava as feridas que lhe iam macerando o corpo .um sorriso ,ora velhaco ,ora pueril ,esculpia.lhe a face e era com ele que tentava envolver os demais na sua teia ou conduzi.los a teia alheia

pobre José ,simples farsante

entregue aos jogos de malabarismo ia ,aos poucos ,perdendo a noção do real .o seu mundo especulativo enredava.o ,e ,ele ,indigente diabo ,não se apercebia que todos e cada um de nós ,apesar do mito ariano ,somos [ e ainda bem! ] múltiplos ,dispersos ,mestiços e plurais

acorda ,José

"as coisas importantes são invisíveis para os olhos"
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2ª epístola aos hereges .o acordar

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não sei por onde começar .não me apetece escrever ...
és tão idiota - dizes.me - e eu acredito
quando não tenho referências e
o meu cérebro não funciona
obrigo.me a teclar sem comando como
o autómato referente que não pensa
que não efabula
dorme

o sono dos justos e deixa a mente fluir como uma gota de água

oscilo entre o ser e o não ser
 água
vento
o quinto elemento
o ser [apenas ] pensamento ou o silêncio do medo
de quem ou de quê?
de articular palavras sem sentido
para legendar imagens
curioso
tudo começa a ordenar.se e
o nada inicial transforma.se numa voz que
me orienta os gestos e me obriga a escrever o que não sei nem tenho
o que não é meu
o caos transporta.me ao princípio do mundo
perfeito
ordenado
à cor
ao significado das coisas
insignificantes que
observo e dou vida
à minha volta tudo começa a tomar forma
como as pessoas fazedoras do mundo novo
como se fosse possível
para uma céptica como eu
acreditar
em mundos novos!
sorrio
ao pensar nos umbigos demasiado grandes e nas voragens

não sonho
não corro o risco da desilusão
sei para onde vou
com quem vou e
porque vou
sigo os que quero
quando quero e
para onde quero
sabendo [ à partida ] que os interesses são incompatíveis com os ideais
próprios da juventude e da idade do acreditar
não tenho nada para escrever
não tenho nada na cabeça
não quero legendar nada e muito menos ajuizar pessoas
não me permito a arrogância do ser em perfeição
imperfeita como sou
igual e diferente
cansada dos chavões dos fazedores de opinião
gosto da inteligência cultivada e de me sentar
[ em silêncio ]
ouvindo um homem inteligente falar
esse ,ainda o oiço
os demais cansam.me
desligo o cérebro ou coloco o telefone em cima da mesa
deixando.os a falar sozinhos
não tenho nada na mão direita e
muito menos na esquerda
por onde me oriento
perder.me.ei no conflito de mim e
encontrar.me.ei na esquina do destino ao acordar

- tens um péssimo acordar - disse.me
um amigo ,ao acender o cigarro

ou eu ,quando lhe neguei a primeira passa?
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Quinta-feira

Seminário - Espiritualidade ,Cultura e Pedagogia em João de Deus

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( clicar sobre as imagens para aumentar )


Estamos cegos: a luz cai sobre a materialidade das coisas que, minuciosas, vão nascendo aos nossos olhos. Somos os aprendizes de uma linguagem intemporal que, página a página, se vai abrindo à nossa frente e nós, virando-as, vamos tacteando, em demanda da luz...
Somos os peregrinos da aprendizagem, os artesãos de um saber maior, conscientes de que é justo seguir as pisadas de um Mestre que, na sua simplicidade, apenas nos indicou um caminho:VÊ!
E nós? Acaso temos consciência suficiente para acreditar que, algures, no passado, houve alguém que pegando num livro em branco e pintando, letra a letra, os contornos hesitantes dum A, o soube juntar ao I, criando uma linguagem que se tornou universal, de um modo que, ao comum dos mortais parece ser tão simples? Não é fácil utilizar a mestria da simplicidade. É difícil, muito difícil, ser-se simples, razão porque, quase nunca, a genialidade é bem aceite, ou a linguagem dos deuses entendível pelo vulgar cidadão, comumente, habituado ao falar dos mortais....
E na complexidade do ser simples, João de Deus, o homem, o vate, o jornalista, o esteta, o político, o músico, tornou verosímil, através da sua obra que hoje procuramos dar a saber, nas suas vertentes menos conhecidas, tecer olhares velados ou, subrepticiamente, obrigar-nos a ver o que até então, não podíamos, nem sabíamos olhar...
Falar sobre João de Deus...
Escrever sobre João de Deus...
Dissertar sobre João de Deus...
É, ainda, para cada um de nós, um simulacro ou uma aventura, desconhecedores da profundeza do seu saber//estar que, num lirismo sem escolas ou movimentos, transcende e, como que a pedir desculpa, na argúcia do seu olhar, nos surpreende com a  sua profundidade.  E a Mulher ,ser/chama/luz, que ama e é amada, atravessa toda a sua obra, mesmo, quando cansada, estende o colo ao filho que, em cada palavra sua, vai bebendo a matriz da sua obra maior - A Cartilha Maternal... Mas que segredos se escondem na combinação das letras que não se juntam por acaso? Saberemos nós, um dia, descobri-los?
E é esta luz iniciática que atravessa a espiritualidade de João de Deus, que subjaz na sua lírica e se transcende pedagogicamente, que vamos, com Convidados de excelência, tentar redescobrir, conhecer, desbravar ou aprofundar, no próximo dia 14 de Abril, no Auditório Francisco Vargas Mogo, numa parceria entre a Caixa de Crédito Agrícola de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra, a Revista Nova Águia, o MIL – Movimento Internacional Lusófono e o Círculo António Telmo, e, o apoio da Junta de Freguesia de São Marcos da Serra e da Casa-Museu João de Deus.........., porque João de Deus ecoa nas sílabas imóveis das frases que os nossos olhos banham e os nossos ouvidos perseguem, neste compromisso que jamais se cumpre e que queremos manter em aberto.
Assim, é mister da Caixa de Crédito Agrícola de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra levar a efeito, no próximo dia 14 de Abril, no Auditório Francisco Vargas Mogo, um Seminário sobre a Espiritualidade, Cultura e Pedagogia em João de Deus, cujo Programa, agradecendo ,antecipadamente, a sua divulgação, vos enviamos, em anexo, já que as frases, outrora, escritas pelo Vate messinense, voltam a acender-se neste barulho de páginas e de palavras que deslizam, umas atrás de outras,  num corpo único ,onde se lê:

-porque não reaprendermos, em conjunto, João de Deu?

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Domingo

1ª epístola aos hereges .os satyros

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inscreva.se nos anais anacrónicos - hoje não pecarei por palavras e actos
fá.lo.ei por omissão






meu amigo,

nunca lhe aconteceu sentir ,na sua cabeça ,um enorme vazio? tê.la ( a cabeça ,claro! ) como um profundo buraco a ser preenchido por ideias ,frases ,imagens - conexas e desconexas - de pessoas que ora admira ,ora não ,como se o dito buraco precisasse de algo que o levasse a acreditar?

- ensandeceu ,pensará ...

- nunca estive tão lúcida ,acredite!

careço ,neste momento ,de pensar .... que absurdo!
como fazê.lo se a minha cabeça é um enorme buraco vazio?
comecemos ,então ,pelo buraco
se dele falo é porque penso nele .logo ,se penso no buraco é porque o buraco existe .e se este existe ,também existem outros buracos e se existem outros buracos ,também existem outros eus
pensemos nos eus ,traduzidos em outros
não ,meu amigo .a ordem dos factores não é arbitrária .pensar ,primeiro no eu ,é tão pobre ,quanto imaginarmo.nos sós no universo .pensá.lo é ,já de si ,um perpétuo vazio .comecemos ,então ,por dar primazia aos outros .não por uma questão de boa educação ,antes pela necessidade dos outros para sermos nós ... como vê
não há nada de altruísta nesta [des]construção
preciso do outro para ser eu .uma inveterada predadora
repare!
não fui eu que inventei as palavras .uso.as ,porque alguém ,que me precedeu ,mas entregou .como me mostrou as imagens e me deu a conhecer o feio e o belo .logo ,para além de predadora ,sou ,ainda ,uma inveterada plagiadora que [ in feliz mente ] não se reconhece como tal ... divina ... a minha ausência de escrúpulos!
agora ,sim ,pode afirmar que ensandeci....

( ....irresistível ,porém
,o buraco em que me meti! )
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Terça-feira

Entrevista ao jornal "Terra Ruiva"*

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TR - fale-nos um pouco, desta antologia que incluirá os seus poemas, como surgiu esta oportunidade/convite?

grm - esta Antologia ,como o seu coordenador-editor ,Adélio Amaro ,muito bem define no Prefácio ,é “ a continuação do encontro entre diversos poetas de variados e longínquos países, onde a distância é apenas terrena. É a união da Língua que consegue galopar todas as barreiras. É a Lusofonia Poética que Cecília Meireles defendia como “um espaço para publicação de música e de poesia de poetas da Língua Portuguesa”. É o encontro do mesmo idioma, mas de cores variadas”.
o convite partiu do Adélio Amaro que editou o meu primeiro livro de poesia “.delete.me.” .como ,segundo parece ,gosta da minha forma de vagamundear pelas e com as palavras ,convidou.me para ,em 2007 ,integrar a I Antologia de Poetas Lusófonos .destarte e porque era um desafio aliciante ,aceitei ,e ,voltei a fazê.lo este ano ,porque quem sabe? esta é uma Antologia que até pode ser a Última flor do Lácio, como Olavo Bilac defendia...

TR - foi a Gabriela que escolheu os poemas? ( ou quem os seleccionou)

grm - os poemas com que resolvi participar nesta Antologia ,foram seleccionados por mim ,mas ,quando os enviei ,não sabia se seriam todos publicados ,porque estavam sujeitos à apreciação ,prévia ,de uma comissão de avaliação.

TR - quantos poemas serão publicados?

grm - são quatro os poemas seleccionados e publicados - “o silêncio é de ouro” ( 14 de janeiro de 2011 ); “retratos de uma cidade” ( 25 de janeiro de 2011 ) ; “às vezes sou um sim ,às vezes não” ( 8 de fevereiro de 2011 ) e “sem explicação aparente” ( 29 de março 2011).

TR - e quantos autores estão incluídos?

grm - nesta Antologia ,encontram.se publicados poemas de 140 autores.

TR - penso que não é a primeira vez que seus poemas são publicados em antologias... já houve outras publicações?

grm - e pensa muito bem! de facto ,desde 2003 tenho poemas editados ( em Portugal e em Espanha ) no Ciberespaço ,em Revistas Literárias ,Colectâneas e em outras Antologias ,a saber:
2003, O Fulgor da Língua e o Estado do Mundo – ciberpoema , integrado em Coimbra Capital da Cultura;
2006, Inquietação e Poiesis XIV ,ed. Minerva;
2007, Poiesis XV ,ed. Minerva ;I Antologia de Poetas Lusófonos e Revista Litterarius , ed. Folheto & Design, Lda;
2009, Os Dias do Amor ,ed. Ministério dos Livros ;Revista Oficina da Poesia ,nº 12 ( Universidade de Coimbra ), ed. Palimage , e ,Entre o Sono e o Sonho ,II Vol. ,Chiado Editora;
2009//2010, Diálogos com a Ciência ( Universidade do Porto );
2010, SULscrito ,nº 3 , ed. 4Águas e Cuadernos Telira ,nº 13 , ed. Caja de Burgos;
2011, Se Lo Dije A La Noche - Poesia - Juan Carlos Garcia Hoyuelos ,( Burgos ) e IV Antologia de Poetas Lusófonos , ed. Folheto & Design, Lda;
2012, Antologia de Homenagem a Amato Lusitano ,Câmara Municipal de Castelo Branco ( no prelo ) e Antologia "Um Poema para Albano Martins", Ed. Labirinto ( no prelo ).

TR - além da poesia, escreve outro tipo de textos? (quais, onde)
       - está a trabalhar nalgum projecto actualmente?

grm - sim sim! muito embora entre a poesia e mim haja uma ligação uterina fortíssima que vem de há muito ,todavia ,com alguns interregnos ,mormente ,nas décadas de 80 e 90 do séc. passado ,onde a investigação me ocupou ,exclusivamente ,com trabalhos que vieram a ser mencionados ,na época ,por alguns autores ,académicos e estudiosos ,gosto de ousar.me na poesia visual ,na prosa poética e no conto ,e ,faço.o ,em revistas ,como foi o caso do “Letras e Letras” ,onde cheguei a ser correspondente redactorial ,na década de 80 do séc. XX ,como representante ,no Algarve ,da Fundação Natália Correia ,e ,como responsável pela edição da Revista Litterarius ,onde pautam alguns textos da minha autoria .hoje ,aceito participar em projectos a quatro mãos e aventuro.me em “textos rasurados” ,ao sabor do momento ,como é o caso da minha colaboração mensal no Terra Ruiva .a blogosfera ,porém ,é o meu domínio preferido ,e ,respondendo à sua pergunta se ,actualmente ,me encontro a trabalhar nalgum projecto, digo.lhe que sim que me encontro ,qual crisálida ,numa fase de amadurecimento e selecção da minha obra – ensaio ,lírica e prosa poética - a fim de publicá.la on-line ( ebooks ) ,começando por essa arte nobilíssima a que chamamos POESIA .o imenso respeito que a mesma me suscita tem.me levado a experiências diversas ,cujos resultados têm sido bem honrosos ,mormente ,com a escolha, por exemplo ,do meu livro .delete.me. para tese de um doutoramento.

TR - quando começou a escrever? e como descreveria a sua relação com o acto de escrever?

grm - comecei a escrever quando ,um dia ,já bem distante ,me ofereceram um lápis e com ele apontei a lua .disseram.me que era feio apontar .então ,qual transgressora nata ,tracei uma linha entre as duas e comecei ,diariamente ,a preenchê.la com palavras e palavras e mais palavras ,até criar aquela ligação uterina de que lhe falei ……
descrever a minha relação com o acto de escrita? minha querida amiga ,um acto de amor ,pratica.se ,não se descreve .satisfá.la a resposta? sei que não ,mas dos vagamundos não se rezam histórias……

………..e ,à laia de fim de entrevista ,permita.me que ,de forma sucinta ,mencione outras escritas:

1.PUBLICAÇÕES:
- “Notícia Informativa sobre a Cidade de Silves. Subsídios para a sua História”, brochura publicada pela Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Silves.
- “Silves Histórica”, artigo publicado na Revista Tribuna do Algarve.
- “Notícia Histórica sobre a Sé de Silves. Do Cartório Quinhentista ao Actual Arquivo Paroquial”. Congresso do Algarve.
- “O Pelourinho de Silves”, com prefácio do Académico Prof. José António Pinheiro e Rosa. Congresso do Algarve.
- “A Imprensa no Concelho de Silves. 110 anos de Actividades Jornalísticas”. Congresso do Algarve.
- “A Antiga Toponímia de Silves. Co-relação com os Actuais Topónimos”. Congresso do Algarve.
- “A Presença dos Judeus no Algarve”, artigo publicado na Revista “Correio do Algarve”.
- “1189-1989. Comemorações Centenárias da Conquista de Silves”, artigo publicado na Revista “Tribuna do Algarve”.
- “O Castelo de Silves” palestra apresentada em Silves e publicada no Boletim da Junta Directiva da APAC.
- “Algumas Achegas para o Levantamento dos Usos e Costumes de Silves. Suas Tradições” – alguns Capítulos encontram-se publicados nos Livros de Actas dos Congressos do Algarve.
- “Breve Síntese Histórica sobre a Cidade de Silves. Estudo Cronológico”, artigo publicado no jornal ALFANGE.
- Colaboração no artigo “Sun, Sea and History; Portugal,s Algarve”, de Geoffrey Moorhouse, publicado no “Traveler National Geographic”, vol II, number 4, Winter 1985/86.
- “O Teatro Gregório Mascarenhas”, artigo publicado no nº 3 da Revista “O Mirante”, Dezembro de 1991.
- “O Actual Edifício dos Paços do Concelho de Silves”, artigo publicado no nº 4 da Revista “O Mirante”, Março de 1992.
- “Casa-Museu João de Deus; O Homem, O Cidadão, o Poeta ou um Processo de Memória e Morte”, artigo publicado no nº 6 da Revista “O Mirante”, Março/Junho de 1993.
- “Algumas Considerações muito inoportunas… sobre Democracia e Solidariedade”, idem.
- “Silves…Uma Viagem ao Passado”, artigo publicado na Revista Algarve/Andalucia, nº 3, Outubro de 1998.
- “Casa Museu João de Deus”, artigo publicado na Revista Algarve/Andalucia, nº 5, Janeiro/Fevereiro de 1999.
- “Casa Museu João de Deus. O Futuro construído em Memória”. Congresso do Algarve.
- “A Ludoteca. Casa Museu João de Deus”. 4ª Conferência Nacional sobre Ludotecas. Oeiras, Maio de 2001.
- ”João de Deus ,Trajectos - Do Grés à Arte da Escrita” – coordenação geral, Março de 2010.

2.TRABALHOS MEUS CITADOS EM OBRAS DE OUTROS AUTORES
- O Pelourinho de Silves, sua classificação e possível datação, in “Levantamento Arqueológico-Bibliográfico do Algarve”, de Mário e Rosa Varela Gomes, Ed. Secretaria de Estado da Cultura, Faro, 1988.
- Levantamento dos Usos e Costumes de Silves. Suas Tradições, in “Guia da Cidade de Silves”, de Manuel Castelo Ramos e António Baeta de Oliveira, 1997.
- Algarviana, in “O ALGARVE. Da Antiguidade aos nossos dias: elementos para a sua história”, coordenação de Maria da Graça Maia Marques, Ed. Colibri, Lisboa, Abril de 1999.
- Notícia Histórico-Informativa sobre a Cidade de Silves, in “Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês. Exposição Permanente. Estudos. Catálogo”, coordenação de Jorge Custódio e Manuel Ramos, Ed. Fábrica do Inglês, S.A.., Silves, 1999
- Levantamento dos Usos e Costumes de Silves. Suas Tradições, in “Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês. Exposição Permanente. Estudos. Catálogo”, coordenação de Jorge Custódio e Manuel Castelo Ramos, Ed. Fábrica do Inglês, S.A.., Silves, 1999



*( entrevista concedida no dia 9 de janeiro de 2012 ,ao jornal Terra Ruiva ).
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Domingo

um ano é feito de muitas coisas......

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Quarta-feira

4 .a assembleia magna

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hoje
,porque o fim de ano se aproxima ,insisto ,meu amigo ,em submetê.lo à obstinação das dúvidas que me perseguem quanto ao acto criativo .mas ,se acredito que criar é tão natural quanto o comer

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,porque me sinto tão presa às urdiduras da linguagem literária?
porque me invento em sobressaltos?
porque me submeto ao peso do inverosímil e fujo ,qual centopeia ,à cópia redutora do quotidiano?
porque efabulo a fim de reInventar o real?
porque prefiro o marginal ao ente instantâneo?
porque não gosto de desenlaces felizes ?
porque me incompatibilizo com a arqueologia do ser em?
porque suspendo a dor ,a alegria ou os sentimentos banais que se alojam num falso epicentro?
porque me agarro à verdade e com ela moldo o barro da invenção?
porque me infiltro em mil personagens?
porque cedo aos segredos miméticos?
porque odeio o cinzentismo e demais ismos?
porque me tenho entre os meus pares ,alojando.os fora do alcance de um comum mortal?
porque me detenho em janela alheia?

enfim
,meu amigo
,porque somos dois sobreviventes no subterrrâneo da imaginação
,aguardo ,no post scriptum ,a sua resposta célere
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